Os Videos do King_leer, Outono 2016

sábado, 9 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de...RUI MOREIRA




Uma breve introdução antes de passar a palavra ao próximo convidado nesta recolha sucinta de informação e partilha da importância que pode uma música ter em cada um de nós. Até agora, Mahler, está em evidência com a sua 5ª sinfonia. Como já sabem, podem acompanhar algumas das escolhas dos meus convidados nos "players" do blog. Passo então a palavra ao Rui Moreira.

King_leer (KL):

Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?

Rui Moreira (RM):

"Requiem" de Mozart.
(KL):

Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?

(RM):

A 5a sinfonia de Mahler, a música que ouço quando perco pessoas queridas.

(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir...

(RM):

"Submarine" - Alex Turner.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de....CAMILO LOURENÇO




Neste momento de profunda(s) crise(s), resolvi dar a palavra a alguns dos nossos artistas de outras áreas que não a música. São três perguntas apenas, um pequeno desafio, um alerta, um desabafo, enfim......são histórias com música à mistura.

Podem acompanhar algumas das escolhas aqui referidas em qualquer dos "players" do blogue.

Para começar em grande, passo a palavra ao Camilo Lourenço.


King_leer (KL):

Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?


Camilo Lourenço (CL):

5a sinfonia de Mahler (reflecte a tristeza e a depressão do país). Ou então "The End", o tema principal da banda sonora do "Apocalipse Now", dos Doors. É um tema perfeitamente adequado para a classe política portuguesa...

(KL):

Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?

(CL):

"I still haven't found what I'm looking for", dos U2. Tanto se pode aplicar à constante necessidade que sentimos de aperfeiçoar o que fazemos (por exemplo nas empresas), de sermos melhores, como à falta de uma classe política à altura dos desafios que o país tem.

(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir....

(CL):

"The Cherry on my Cake", o disco da menina portuguesa que gravou nos EUA: a Luísa Sobral. Tem uma grande voz. Vamos ver se tem garra para vencer num mundo globalizado, como é o da música.


FIM

terça-feira, 8 de março de 2011

PETER HOOK - UMA BREVE CONVERSA EM VOZ "BAIXO"; VERDADES E MITOS :



No último e excelente Clubbing na Casa da Música tive a oportunidade de conversar brevemente com o Peter Hook. Inicialmente não havia a certeza de conseguir furar a barreira do management mas graças à ajuda interna que tive, lá cheguei. Ficamos na porta do camarim a trocar uma palavras até ao momento que lhe disse que tinha 3/4 perguntas rápidas para lhe fazer sobre a carreira dele. Eu sei que a pergunta foi enganadora mas, quando ele escutou a palavra carreira disse "...Bem, é melhor entrares mate"...

E assim, transcrevo abaixo este breve diálogo que espero enriqueça o vosso conhecimento sobre esta figura mítica de Manchester, sobre os Joy Division, os New Order e até.....dos Durutti Column:

KING_LEER (KL):

Sobre Ian Curtis e o tocar ou não guitarra:

Peter, o Ian tocou guitarra (mesmo que pouco) no "Love Will Tear Us Apart". Foi um momento único?



PETER HOOK (PH):

Sim, tocou, como se pode ver no vídeo. Tocou apenas no "Closer", naquele tema e em mais dois ou três, entre eles o "Incubation".

KL:

Os New Order foram talvez o melhor exemplo de um grupo que após perder o seu vocalista principal consegue seguir em frente mantendo um nível de sucesso idêntico ao obtido com os Joy Division. Como escolheram o sucessor do Ian?

PH:

Não te esqueças dos Genesis (n.d.r : Sim, é verdade, mas continuam a ser um caso raro).
Depois da morte do Ian foi essa a nossa vontade e penso que seria igualmente a vontade do Ian. Quanto ao vocalista, o processo de escolha foi simples, todos cantamos e fizemos os nossos testes mas sabes o que realmente aconteceu? O Bernard era o que conseguia melhor tocar e cantar ao mesmo tempo, era o que se "desenrascava" melhor!

KL:

Habitualmente costumo tentar descobrir alguma história que se esconde por trás de um tema. Algo especial que queiras contar sobre o "Blue Monday" dos New Order? Como aparece um tema como aqueles e com aquela duração?



PH:

A ideia inicial era tocar essa música no "encore". Sabes, não gostávamos de "encores" e o "Blue Monday" foi criado para esse fim, um instrumental para regressarmos ao palco. Mais tarde, ao fim de alguns retoques acabou por chegar ao som que todos agora conhecem (apesar das muitas remisturas que já existem por aí). Nunca pensamos que se tornasse num tema de tanto sucesso.

KL:

É verdade ou mito que tu e o resto da banda ajudaram a dobrar e preparar a edição do "The Return of the Durutti Column" nas instalações da "Factory Records" a pedido do Tony Wilson?



PH:

Sim, é mesmo verdade. Fomos "convidados" para fazer esse trabalho no disco que mencionas e em mais dois, o "Pieces for an Ideal" dos Durutti Column e o "A Factory Sample", uma compilação da Factory. E, já agora, sabes quanto o Tony Wilson nos pagou? 50 pences por cada 100 capas. Trabalho de escravo (risos !!).

KL:

Para terminar, que bandas novas ouves actualmente? Manchester continua a ser uma verdadeira maternidade para excelentes projectos musicais. Ainda na semana passada estiveram cá os "Hurts".

PH:

Manchester continua a mesma, é uma grande cidade musical. Os "Hurts".....sinceramente não gosto. Das bandas actuais ouço e gosto dos "Everything Everythng" (muito bons), os "Two Door Cinema Club" e os "Stowaways".


FIM


Nota: Copyright fotos - Casa da Música

domingo, 16 de janeiro de 2011

HERSHEL YATOVITZ - "Adoro o meu trabalho !"




No último Verão tive a oportunidade de entrevistar e conviver um pouco com o guitarrista da banda de Chris Isaak na sua visita ao Cascais Cool Festival. Foi um momento diferente e o resultado está na entrevista publicada desta vez apenas no blog em Inglês. Aqui fica o link para a leitura integral da mesma.

Obrigado,
King_leer

http://diazepam05-english.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Kasabian - West Ryder Pauper Lunatic Asylum - O Produtor - PART V



Chega assim ao fim, a minha contribuição para melhor se conhecer o último disco editado pelos Kasabian. Depois de em 2008 a escolha ter recaído no magnífico “Only By the Night” dos Kings of Leon, em 2009 foi a vez deste West Ryder Pauper Lunatic Asylum. Neste 2010, quase a terminar, há sem dúvida alguns registos interessantes para estudar mais a fundo. Espero que tenha gostado e, nada melhor que encerrar com o contríbuto dessa figura ímpar da música global que é o Dan The Automator. A todos um feliz Natal e um ano de 2011 em cheio.

King_leer (KL):

Todos sabemos sobre o teu trabalho passado e, que todas as publicações da especialidade procuram indicar a faixa deste disco em que mais se nota a tua presença. Por exemplo, o Hamish MacBain do New Musical Express dispara com o “Take Aim” enquanto que o próprio guitarrista da banda o Serge Pizzorno refere numa entrevista que o som em “Underdog” é um tema que soa a século XXI e por isso uma das razões para te terem escolhido para produzir o álbum.

Assim sendo Dan, diz-nos afinal qual a faixa com que mais te identificas e na qual está mais vincada a tua personalidade com produtor, compositor, etc.

Dan The Automator (DTA):

Na generalidade, eu dou mais importância ao trabalho no seu todo do que propriamente a uma faixa, isto porque, é a variedade que cria o estilo. Mas, se tivesse que escolher , provavelmente diria o “Vlad”.

(KL):

Qual foi o teu papel no processo criativo neste disco? Por exemplo, entrevistei os produtores do disco dos Kings of Leon e consegues verificar que a banda tem um papel muito activo no processo. Por outro lado, em relação ao disco a solo do Pete Doherty e, ao falar com Stephen Street, o produtor, tens a perfeita noção que este teve um papel muito mais activo no resultado final.

Como o Serge escreve basicamente todas as músicas, acredito que ele acompanha todo o processo criativo de muito perto. Fala-nos um pouco desta relação e como decorreu tudo no terreno.

(DTA):

Cada canção tem diferentes necessidades, algumas requerem que se tirem coisas, outras que basicamente se adicione bateria. O objectivo é sempre obter o melhor que cada um tem para dar de modo a termos o melhor disco possível. Às vezes é ouvindo o que o Serge tem para dizer e o que pretende atingir e outras é demonstrar-lhe uma nova direcção a tomar. Neste disco existem guitarras adicionais, cordas, piano, efeitos, percussão, samples, etc.

(KL):

Tendo em conta que as cordas foram gravadas em sessões anteriores, os outros instrumentos foram gravados individualmente ou com a banda como se fosse uma versão “ao vivo”?

(DTA):

O processo foi evolutivo e tudo foi sendo gravado de acordo com o necessário nessa altura, sem uma esquematização pré-definida.

(KL):

Qual foi o efeito mais estranho que tenhas usado numa das faixas deste disco?

(DTA):

Variados tipos de ecos gravados e outras velhas ferramentas esotéricas foram usadas para criar o ambiente à volta deste disco. Provavelmente o mais estranho de todos foi o uso de velhos instrumentos agrícolas Ingleses para obter alguns desses sons.

(KL):

Finalmente, sobre os teus próprios projectos:

No passado houve algo que disseste com o qual eu sempre estive – e estou – de acordo, “Segui sempre pessoas que não prestavam muita atenção em categorizar a música….para mim dizer que ela soa bem, está ok, é suficiente. É este o teu segredo para te permitir trabalhar num vasto leque de estilos diferentes?

(DTA):

Eu tenho gostos musicais variadíssimos e aprecio as diferentes qualidades em todos os géneros. Por isso, quando faço música, “tudo” pode fazer parte dela. É talvez por isso que me sinto muito confortável em trabalhar nos diferentes estilos musicais existentes.

(KL):

Quais são os teus próximos projectos?

(DTA):

Estou a trabalhar num novo disco com uma rapariga (n.d.r. “Pillow Fight”).

A fazer igualmente algumas canções para um filme chamado scott pilgrim.

Estou igualmente a trabalhar num disco pop asiático.

Adicionalmente, estou a montar um projecto denominado “World class dj program” em San Francisco para apresentar showcases com dj’s de top e ligá-los a situações musicais que habitualmente envolvem as bandas. O primeiro dessa série será o dj Qbert.

Estarei a produzir igualmente mais alguns discos mas, é ainda cedo para falar sobre eles.

THE END

Links relevantes: http://www.myspace.com/dantheautomator

http://en.wikipedia.org/wiki/Dan_the_Automator

sábado, 4 de dezembro de 2010

Kasabian - West Ryder Pauper Lunatic Asylum - A Masterização - PARTE IV


Howie Weinberg, é um mestre na masterização, um dos passos mais importantes no processo da produção de um disco. Ele – fez questão de o mencionar – já trabalhou em cerca de 2,000 a 3,000 discos desde o início dos anos 80. De James Brown aos U2 até aos Nirvana, passando pelos Public Enemy, Glasvegas, Gorillaz,etc. De facto, pelo seu trabalho com os Gorillaz, Howie recebeu em 1996 um prémio TEC (melhor trabalho de produção em faixa/single) no magnífico tema “Feel Good Inc,”. Howie está na Marterdisk desde 1977

O seu trabalho com os Kasabian foi a razão para esta breve entrevista telefónica que ocorreu à uns meses. Então, vamos ler o que o Mestre tem para nos contar sobre este disco:

Sobre o disco dos Kasabian:


King_leer (KL):


Howie, que tem contactou para este trabalho?


Howie Weinberg (WB):


Foi o Dan. Ele é o meu cliente assim como a editora, a Sony. Temos uma relação muito próxima. Tenho um excelente estúdio, muito bem equipado e, trabalhamos em conjunto à cerca de 10 anos em variados projectos de géneros muito diferentes.


(KL):


Quando está a decorrer o processo de masterização (penso eu), o produtor e a banda irão ouvir a versão final e depois aprovar ou não o resultado. Como correu com os Kasabian? Quem acompanhou todo o processo contigo, o produtor, a banda? Que tipo de comunicação existe/existiu entre as partes envolvidas?


(WB):


O Dan e eu sabíamos exactamente o que fazer e o que a banda pretendia. De qualquer forma, toda a banda teve uma grande participação no processo e contribuiu com as suas opiniões/visões. Foram muito proactivos. Resumindo, foi reunir, sentar, e começar a trabalhar logo. Acho que conseguimos um excelente resultado final.


Sobre ti:


(KL):


De todos os discos em que trabalhaste, diz-nos os que mais te marcaram e ao mesmo tempo os que tecnicamente foram mais exigentes.


(WB):


Bem, essa não é fácil mas, aqui vai:

Nevermind - Nirvana

Blood Sugar Sex Magik - Red Hot Chili Peppers

Pop – U2

It Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back - Public Enemy



Links relevantes : http://masterdisk.com/engineers/engineer.php?id=26&page=b



FIM